A EDP Brasil
começou bem os trabalhos preparativos para a construção de um projeto de transmissão
arrematado em leilão promovido pelo governo no ano passado onde a EDP
Brasil arrematou quatro lotes de linhas de transmissão e subestações num leilão
realizado pela Agência Nacional de
Energia Elétrica (Aneel), posicionando-se como a empresa que mais deve investir
entre todas as que participaram do certame. Ao todo, prevê fazer um
investimento de 3 mil milhões de reais (cerca de 884,8 milhões de euros) que
irão acrescentar 1.200 km de redes transmissoras ao sistema elétrico nacional.
Prevê-se ainda que este projeto gere a criação de mais de 7,5 mil empregos
diretos.
Os empreendimentos
adquiridos vão ser instalados em Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Rio
Grande do Sul e Maranhão. No nordeste do País, a EDP Brasil irá construir 324
quilómetros de linhas, aumentando o fornecimento de energia na região
metropolitana de São Luís.
Já o sudeste se beneficiará de um novo sistema
de 375 quilómetros, que ligará as cidades de Estreito (MG) e Cachoeira Paulista
(SP), reforçando a segurança do fornecimento na região. Por fim, a Companhia
ampliará a estrutura no sul catarinense em 485 quilómetros, o que irá permitir
aos moradores uma menor dependência do despacho de usinas térmicas locais. O
processo de gestão eficiente adotado pela empresa e a negociação de condições
favoráveis junto aos parceiros no negócio vão permitir uma redução do custo
total das obras. Dessa forma, o valor de investimentos estimado é quase 17%
menor que o calculado pelo órgão regulador. Na prática, isso significa que a
EDP vai conseguir entregar os ativos com maior eficiência e menor prazo do que
os inicialmente previstos no processo. Especificamente no, e a conclusão do
empreendimento poderá ser antecipada ainda mais, disseram executivos da
companhia em teleconferência nesta quarta-feira.
"Nossa
perspectiva era de antecipação de 10 meses… Nós temos hoje, aparentemente, que
essa antecipação pode ser ainda maior… Ficam já sinais de que é possível
antecipar talvez até mais do que
tínhamos inicialmente previsto", afirmou o presidente da EDP Brasil,
Miguel Setas.
Ele disse que
também deve haver antecipação na hidrelétrica São Manoel, onde a EDP Brasil é
sócia junto com Furnas, da Eletrobras, e a chinesa Three Gorges. A usina deve
iniciar a
operação de ao
menos uma máquina até o final do ano, ante data original prevista para maio de
2018.
(Por Luciano
Costa; Edição de José Roberto Gomes)
SÃO PAULO, 1 Nov 01/11/2017 - 12:26 h


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