Chegando a vender 80 mil garrafas no mês, fundadores da Evino querem tirar da bebida a fama de cara e torná-la um produto do cotidiano dos brasileiros.
Marcos Leal e Ari Gorenstein
estudaram na mesma faculdade, a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo
(Poli/USP), durante o mesmo período, mas não se conheciam. Não lembram sequer
de ter trocado alguma palavra. Hoje, os empresários, ambos de 35 anos, são
sócios na EVino e faturam alto vendendo vinhos pela internet.
Ari Gorenstein e Marcos Leal
faturam alto com o comércio eletrônico de vinhos
Divulgação
Fundado em abril de 2013, o
e-commerce é um dos maiores do setor no Brasil. No ano de 2015, registrou o
faturamento de R$ 18 milhões e atingiu a marca de mais de 80 mil garrafas
vendidas em um só mês.
Formados em engenharia - Marcos
na Elétrica e Ari, na de Produção -, os dois viram no mercado uma boa
oportunidade, devido ao aumento nas vendas de vinho e ao crescimento do comércio
eletrônico no Brasil. “Queríamos atuar em uma área com potencial de crescimento
grande. A importação da bebida no Brasil tem crescido arrebatadoramente nos
últimos 20 anos. O e-commerce cresce uns 20, 25% ao ano. Essa combinação de
fatores torna o mercado muito saudável”, afirma Marcos.
O empresário trabalhava em um
fundo de investimentos e começou a sondar a possibilidade de trazer para o País
um modelo de flash-sales (ofertas relâmpagos e rotativas). Conversando com
pessoas do mercado e procurando por mais informações, encontrou o perfil de Ari
no LinkedIn. “Como costumo dizer, ele é um dos poucos que sabe falar de vinho e
também sabe fazer contas”, brinca Marcos.
Ar i tem mestrado em
vitivinicultura, e marketing de vinhos
na Europa e já tinha experiência em outras empresas do ramo.
“Com 20, 21 anos, consegui uma
bolsa de estudos e fui morar na França, onde comecei a experimentar vinhos.
Minha verba era de estudante, mas certamente experimentei vinhos que jamais
teria tido acesso se estivesse no Brasil. Acabei vendo a possibilidade de
entrar nos ciclos sociais franceses, aprender a língua. Participei de
confrarias e clubes de enologia na faculdade, que organizavam viagens para as
rotas mais interessantes de vinícolas. Acabou se tornando uma paixão”, conta Ari.
Investimento em
e-commerce
Para tirar a ideia do papel, os
empresários, que hoje se dedicam integralmente ao site, contaram com um
investimento inicial de um fundo e viram o negócio crescer rapidamente, como
relata Marcos: “Testamos e adaptamos o nosso caminho. Tivemos a vantagem de
estar trabalhando com um e-commerce, onde o risco é mais controlado. No varejo
tradicional, você paga pelo ponto, faz toda a reforma, monta a identidade
visual, as prateleiras, etc. Você gasta todo o dinheiro antes de abrir a
lojinha. O risco é maior porque você precisa fazer todo o investimento antes
de saber se vai funcionar.”
Em 2013, ano em que a loja entrou
no ar, o faturamento foi de aproximadamente R$ 4 milhões. Em 2015, de acordo
com os sócios, bateu na casa dos R$ 46,
48 milhões. Mesmo com a crise, as perspectivas são boas. “O produto funciona
bem na crise. Às vezes, a pessoa troca uma compra maior, como por exemplo a
aquisição de um carro, pelo prazer de tomar um vinho”, defende Marcos.
Apesar da impossibilidade de
experimentar a bebida antes de comprá-la, Marcos garante que é possível
realizar uma compra satisfatória pela internet: “Do mesmo jeito que o cliente
não pode provar conosco, ele não pode provar no supermercado. Existe uma
barreira, mas aí que entra a confiança na nossa seleção. Há cinco anos, se você
fosse comprar sapatos pela internet, iam perguntar se você estava louco. Mas a
Dafiti e outras grandes estão aí para provar o contrário”.
Desmitificando o vinho
O objetivo da loja é tirar o
preconceito de que o vinho é uma “bebida de luxo”, apenas para algumas pessoas.
O site oferece ofertas especiais para os clientes, com descontos que variam de
30% a 65%.
“O vinho, tradicionalmente, é popular. No
interior da França e da Itália, os camponeses levam vinho no vasilhame para
tomar durante a colheita. Sempre fez parte do dia a dia dessas culturas.
Queríamos ajudar a simplificar, tornar acessível. Tomar vinho é mais fácil do
que parece”, garante Marcos. “Sempre brincamos com o vinho. Comparamos com
personalidades famosas, músicas, filmes. Procuramos inserir a bebida em
universo mais próximo do cliente”, acrescenta Ari.
Entre os serviços da Evino estão
ainda os planos de assinatura. Um deles é o Clube Evino Red, que disponibiliza
uma seleção exclusiva de ofertas feita por sommeliers, com vinhos de várias
nacionalidades. A entrega acontece uma
vez ao mês e o número de garrafas, sempre de dois rótulos diferentes, varia de
acordo com os planos, que vão de R$ 136 a R$ 384 mensais.
Além das vendas, o investimento
em conteúdo é prioridade para os sócios. Ari acredita que, dessa forma, o
cliente pode conhecer melhor o produto que pretende comprar: “Temos fotos com
alta qualidade, muito bem produzidas, textos jornalísticos, um conteúdo
editorial muito bem escrito, numa linguagem que seja próxima do nosso cliente.
Tentamos fugir de todos os tecnicismos e jargões e apresentar o vinho de forma
despojada, como uma bebida que pode ser consumida corriqueiramente.”
Essa é mais uma história das muitas de Sucesso na Web...
Visite esta linda lojahttps://www.evino.com.br/campanha-relampago/
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Deseja entrar no comércio digital?
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http://assessoria-marketing-virtual-smg.webnode.com/produtos/a-importancia-de-um-site/
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