segunda-feira, 4 de novembro de 2013

"Saudades do que ainda não foi vivido"...

 Hoje sonhei com lembranças adormecidas que me despertaram numa noite fria pelo clima e a saudade que procura-te pelas montanhas, mas só  encontra  os vales da alma...
 Perdidos pelos labirintos da vida, nosso encontro parece por vezes improvável...
 Ouço passos à soleira, abro a janela, mas não é você, novamente volto a ausência da  presença e das surpresas que este amor pudesse conceder...
 A saudade aperta, o medo assombra, a dúvida bate à porta...
 Mais uma vez não foi  vivido...
 Sentimentos, palavras e gestos trancados onde não foram abertos...
... Não faço sala a desesperança que me visita, insisto em permanecer à janela
 No mundo lá fora pessoas vem e vão despercebidas pela falta que fica aqui dentro...
 Ao longe no horizonte  vejo os sonhos no barco dos  pensamentos...
 Não sabendo se vais ou vem... 
Lembro-me do tempo...
 O tempo que incomoda quando contado em números...Que ajuda quando recordado pelo momento...
 Há esse tempo!
 O tempo certo, exato, ideal ...
 No meio mais improvável, jubilará o coração pela forma e intensidade?
 A mesma dor da lembrança que maltrata, nutre novamente de esperança pelo que poderá ser vivido...
 Mais um final de noite, mais uma madrugada chegando...
 E hoje, novamente o sonho, um sentimento mais do que uma simples saudades... 

Saudades do que ainda não foi vivido...

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