Hoje
sonhei com lembranças adormecidas que me despertaram numa noite fria pelo clima e
a saudade que procura-te pelas montanhas, mas só encontra
os vales da alma...
Perdidos pelos labirintos da vida, nosso encontro parece por vezes improvável...
Perdidos pelos labirintos da vida, nosso encontro parece por vezes improvável...
Ouço passos à soleira, abro a janela, mas não
é você, novamente volto a ausência da presença e das surpresas que este amor pudesse conceder...
A saudade aperta, o medo assombra, a dúvida
bate à porta...
Mais uma vez não foi vivido...
Sentimentos, palavras e gestos trancados onde não foram abertos...
...
Não faço sala a desesperança que me visita, insisto em permanecer à janela
No mundo lá fora pessoas vem e vão
despercebidas pela falta que fica aqui dentro...
Ao longe no horizonte vejo os sonhos no barco dos pensamentos...
Não sabendo se vais ou vem...
Lembro-me do
tempo...
O tempo que incomoda quando contado em números...Que
ajuda quando recordado pelo momento...
Há esse tempo!
O tempo certo, exato, ideal ...
No meio mais improvável, jubilará o coração
pela forma e intensidade?
A mesma dor da lembrança que maltrata, nutre
novamente de esperança pelo que poderá ser vivido...
Mais um final de noite, mais uma madrugada chegando...
E hoje, novamente o sonho, um sentimento mais do que uma simples saudades...
Saudades do que ainda não foi vivido...


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