O
texto abaixo foi extraído do livro “O Profeta” de Khalil Gibran, ilustre poeta
libanês, filósofo e artista,suas obras são fantásticas, eu particularmente sou
fã de seus livros e sempre que possível posto algumas passagens de “O Profeta”
que já li por diversas vezes e a cada leitura posso observar a sabedoria e
conhecimento do autor:
Dizem
que em certa ocasião, uma mulher que levava uma criança nos braços, propôs a
Gibran:
“Mestre,
falemos dos filhos”.
E
ele respondeu:Seus filhos, não são seus filhos.
São
os filhos e as filhas dos desejos que a vida tem de si mesma.
Vêm
através de vocês, mas, não são de vocês e, ainda, que vivam com vocês,
não
lhes pertencem.
Podem
dar-lhes seu amor, mas, não seus pensamentos, pois, eles têm
seus
próprios pensamentos.
Podem
abrigar seus corpos, mas não suas almas, porque, suas almas moram na casa do
amanhã,que nem mesmo em sonhos lhes será permitido visitar.
Podem
empenhar-se para ser como eles,mas, não tentem faze-los como vós,porque,
a vida não anda pra trás,nem se detém no ontem.
Vocês
são o arco por meio do qual seus filhos são disparados como flechas vivas.
O
arqueiro vê o alvo sobre o caminho do infinito e dobra o arco com toda a força,
a fim de que suas flechas partam velozes e para muito longe.
Que
o fato de estarem nas mãos do arqueiro seja para suas felicidades,porque,
assim, como ele ama a flecha que dispara, ama também o arco que permanece
firme.
Por
isto, vocês tiveram a liberdade de amar e a oportunidade de viver e fazerem
suas vidas.
Deixem
que seus filhos voem sós de seus ninhos quando chegar a hora e não lhes
reclamem para que voltem.
Eles
os quererão para sempre e terão, também, seus lares,nos quais, algum dia,
ficarão sós,porém, terão sido seus lares e suas vidas.
Deixem-nos
livres.
Amem-nos
com liberdade,não apaguem o fogo de suas vidas.
Vivam
e deixem viver,assim, eles os quererão sempre.
GIBRAN
KAHLIL GIBRAN
Nasceu
em 1883 e morreu em 1931.
Foi
um ilustre poeta libanês, filósofo e artista.
Sua
fama e sua influência se derramaram por todo o mundo.
Suas
reflexões e sua poesia foram traduzidas para mais de vinte idiomas, e, seus
desenhos e pinturas são expostos em grandes cidades do mundo.
Escreveu
poemas e meditações para um jornal árabe publicado em Boston, chamado
Al-Muhajer (O Emigrante). Além disso, dedica-se à pintura e uma exposição de
seus quadros desperta o interesse de Mary Haskell, uma diretora de escola
americana. Mary oferece a Gibran custear seus estudos de artes em Paris.
Então, entre 1908 e 1910, Gibran estudou e
trabalhou em Paris. Conheceu, inclusive, o artista Auguste Rodin. Em 1910, uma
de suas telas é escolhida para a Exposição de Belas Artes. Foi nesse período
também que o autor escreveu algumas de suas obras, como “A Música”, de 1905;
“As Ninfas do Vale”, de 1906 e “Espíritos Rebeldes”, de 1908, escritos em
árabe.
Posteriormente, foram escritos: “Asas
Partidas”, de 1912; “Uma Lágrima e um Sorriso”, de 1914; “A Procissão”, de 1919
e “Temporais”, de 1920.
Mas, a partir de 1918, Gibran passa a escrever
mais em inglês, escrevendo mais alguns livros nessa língua: “O Louco”, de 1918;
“O Precursor”, de 1920; “O Profeta”, de 1923; “Areia e Espuma”, de 1927;
“Jesus, o Filho do Homem”, de 1928 e “Os Deuses da Terra”, de 1931.
Apesar da dedicação aos livros, Gibran não
deixou de lado o desenho e a pintura. Todos os seus livros escritos em inglês
foram ilustrados pelo autor e seus quadros foram expostos em Boston e Nova
York.
O escritor e pintor faleceu em 1931, em Nova
York, após uma crise pulmonar.
Os livros “O errante”, O jardim secreto do
Profeta” e “Curiosidades e Belezas” foram lançados após a sua morte.


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