quarta-feira, 9 de outubro de 2013

"Mestre, falemos dos filhos".




O texto abaixo foi extraído do livro “O Profeta” de Khalil Gibran, ilustre poeta libanês, filósofo e artista,suas obras são fantásticas, eu particularmente sou fã de seus livros e sempre que possível posto algumas passagens de “O Profeta” que já li por diversas vezes e a cada leitura posso observar a sabedoria e conhecimento do autor:

Dizem que em certa ocasião, uma mulher que levava uma criança nos braços, propôs a Gibran:
“Mestre, falemos dos filhos”.
E ele respondeu:Seus filhos, não são seus filhos.
São os filhos e as filhas dos desejos que a vida tem de si mesma.
Vêm através de vocês, mas, não são de vocês e, ainda, que vivam com vocês,
não lhes pertencem.
Podem dar-lhes seu amor, mas, não seus pensamentos, pois, eles têm
seus próprios pensamentos.
Podem abrigar seus corpos, mas não suas almas, porque, suas almas moram na casa do amanhã,que nem mesmo em sonhos lhes será permitido visitar.
Podem empenhar-se para ser como eles,mas, não tentem faze-los como vós,porque, a vida não anda pra trás,nem se detém no ontem.
Vocês são o arco por meio do qual seus filhos são disparados como flechas vivas.
O arqueiro vê o alvo sobre o caminho do infinito e dobra o arco com toda a força, a fim de que suas flechas partam velozes e para muito longe.
Que o fato de estarem nas mãos do arqueiro seja para suas felicidades,porque, assim, como ele ama a flecha que dispara, ama também o arco que permanece firme.
Por isto, vocês tiveram a liberdade de amar e a oportunidade de viver e fazerem suas vidas.
Deixem que seus filhos voem sós de seus ninhos quando chegar a hora e não lhes reclamem para que voltem.
Eles os quererão para sempre e terão, também, seus lares,nos quais, algum dia, ficarão sós,porém, terão sido seus lares e suas vidas.
Deixem-nos livres.
Amem-nos com liberdade,não apaguem o fogo de suas vidas.
Vivam e deixem viver,assim, eles os quererão sempre.





GIBRAN KAHLIL GIBRAN
Nasceu em 1883 e morreu em 1931.
Foi um ilustre poeta libanês, filósofo e artista.
Sua fama e sua influência se derramaram por todo o mundo.
Suas reflexões e sua poesia foram traduzidas para mais de vinte idiomas, e, seus desenhos e pinturas são expostos em grandes cidades do mundo.
Escreveu poemas e meditações para um jornal árabe publicado em Boston, chamado Al-Muhajer (O Emigrante). Além disso, dedica-se à pintura e uma exposição de seus quadros desperta o interesse de Mary Haskell, uma diretora de escola americana. Mary oferece a Gibran custear seus estudos de artes em Paris.
 Então, entre 1908 e 1910, Gibran estudou e trabalhou em Paris. Conheceu, inclusive, o artista Auguste Rodin. Em 1910, uma de suas telas é escolhida para a Exposição de Belas Artes. Foi nesse período também que o autor escreveu algumas de suas obras, como “A Música”, de 1905; “As Ninfas do Vale”, de 1906 e “Espíritos Rebeldes”, de 1908, escritos em árabe.
 Posteriormente, foram escritos: “Asas Partidas”, de 1912; “Uma Lágrima e um Sorriso”, de 1914; “A Procissão”, de 1919 e “Temporais”, de 1920.
 Mas, a partir de 1918, Gibran passa a escrever mais em inglês, escrevendo mais alguns livros nessa língua: “O Louco”, de 1918; “O Precursor”, de 1920; “O Profeta”, de 1923; “Areia e Espuma”, de 1927; “Jesus, o Filho do Homem”, de 1928 e “Os Deuses da Terra”, de 1931.
 Apesar da dedicação aos livros, Gibran não deixou de lado o desenho e a pintura. Todos os seus livros escritos em inglês foram ilustrados pelo autor e seus quadros foram expostos em Boston e Nova York.
 O escritor e pintor faleceu em 1931, em Nova York, após uma crise pulmonar.

 Os livros “O errante”, O jardim secreto do Profeta” e “Curiosidades e Belezas” foram lançados após a sua morte.

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