domingo, 27 de outubro de 2013

“Gente Fina"



"Gente fina, é aquela que é tão especial, que a gente nem percebe se é gorda, magra, velha, moça, loira, morena, alta ou baixa.
 Ela é gente fina, ou seja, está acima de qualquer classificação.
 Todos a querem por perto.
 Tem um astral  leve, mas sabe aprofundar as questões, quando necessário.
 É simpática, mas não bobalhona.
 É uma pessoa direita, mas não escravizada pelos certos e errados: sabe transgredir, sem agredir.
 Gente fina é aquela que é generosa, mas não banana.
 Te ajuda, mas permite que você cresça sozinho.
 Gente fina diz mais sim do que não, e faz isso naturalmente, não é para agradar.
 Gente fina se sente confortável em qualquer ambiente:num boteco de beira de estrada e num castelo no interior da Escócia.
 Gente fina não julga ninguém - tem opinião, apenas.
 "Um novo começo de era, com gente fina,elegante e sincera".
 O que mais se pode querer?
 Gente fina, não esnoba, não humilha, não trapaceia, não compete e,como o próprio nome diz, não engrossa.
 Não veio ao mundo pra colocar areia no projeto dos outros.
 Ela não pesa, mesmo sendo gorda, e não é leviana, mesmo sendo magra.
 Gente fina é que tinha que virar tendência.
 Porque, colocando na balança, é quem faz toda a diferença."





 Martha Medeiros

sábado, 12 de outubro de 2013

"Não basta ser Sábio...tem que ter palavras Sábias"





Certa vez um imperador sonhou que havia perdido todos os dentes. Acordando, assustado, mandou chamar um sábio para que interpretasse o seu sonho.
- Que desgraça, senhor! - exclamou o sábio.
- Cada dente caído representa a perda de um ente querido de Vossa Majestade...
- Mas que insolente! - gritou o imperador.
- Como se atreve a dizer tal coisa?
E chamou os guardas e mandou que lhe dessem vinte chicotadas. Mandou, em seguida, que chamassem um outro sábio para interpretar o mesmo sonho. O outro sábio chegou e disse:
- Senhor, uma grande felicidade vos está reservada! O sonho indica que ireis viver mais que todos os vossos parentes.
A fisionomia do imperador se iluminou e mandou dar cem moedas de ouro para o sábio. Quando este saía do palácio, um súdito perguntou:
- Como é possível? A interpretação que você fez foi a mesma do seu colega. No entanto, ele levou chicotadas e você moedas de ouro!
- Lembre-se sempre, amigo - respondeu o sábio.
- Tudo depende da maneira de dizer as coisas...
E esse é o grande desafio da humanidade. É daí que vem a felicidade ou a desgraça; a paz ou a guerra. A verdade deve sempre ser dita, não resta a menor dúvida, mas a forma como deve ser dita...

É que faz a diferença.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

"Mestre, falemos dos filhos".




O texto abaixo foi extraído do livro “O Profeta” de Khalil Gibran, ilustre poeta libanês, filósofo e artista,suas obras são fantásticas, eu particularmente sou fã de seus livros e sempre que possível posto algumas passagens de “O Profeta” que já li por diversas vezes e a cada leitura posso observar a sabedoria e conhecimento do autor:

Dizem que em certa ocasião, uma mulher que levava uma criança nos braços, propôs a Gibran:
“Mestre, falemos dos filhos”.
E ele respondeu:Seus filhos, não são seus filhos.
São os filhos e as filhas dos desejos que a vida tem de si mesma.
Vêm através de vocês, mas, não são de vocês e, ainda, que vivam com vocês,
não lhes pertencem.
Podem dar-lhes seu amor, mas, não seus pensamentos, pois, eles têm
seus próprios pensamentos.
Podem abrigar seus corpos, mas não suas almas, porque, suas almas moram na casa do amanhã,que nem mesmo em sonhos lhes será permitido visitar.
Podem empenhar-se para ser como eles,mas, não tentem faze-los como vós,porque, a vida não anda pra trás,nem se detém no ontem.
Vocês são o arco por meio do qual seus filhos são disparados como flechas vivas.
O arqueiro vê o alvo sobre o caminho do infinito e dobra o arco com toda a força, a fim de que suas flechas partam velozes e para muito longe.
Que o fato de estarem nas mãos do arqueiro seja para suas felicidades,porque, assim, como ele ama a flecha que dispara, ama também o arco que permanece firme.
Por isto, vocês tiveram a liberdade de amar e a oportunidade de viver e fazerem suas vidas.
Deixem que seus filhos voem sós de seus ninhos quando chegar a hora e não lhes reclamem para que voltem.
Eles os quererão para sempre e terão, também, seus lares,nos quais, algum dia, ficarão sós,porém, terão sido seus lares e suas vidas.
Deixem-nos livres.
Amem-nos com liberdade,não apaguem o fogo de suas vidas.
Vivam e deixem viver,assim, eles os quererão sempre.





GIBRAN KAHLIL GIBRAN
Nasceu em 1883 e morreu em 1931.
Foi um ilustre poeta libanês, filósofo e artista.
Sua fama e sua influência se derramaram por todo o mundo.
Suas reflexões e sua poesia foram traduzidas para mais de vinte idiomas, e, seus desenhos e pinturas são expostos em grandes cidades do mundo.
Escreveu poemas e meditações para um jornal árabe publicado em Boston, chamado Al-Muhajer (O Emigrante). Além disso, dedica-se à pintura e uma exposição de seus quadros desperta o interesse de Mary Haskell, uma diretora de escola americana. Mary oferece a Gibran custear seus estudos de artes em Paris.
 Então, entre 1908 e 1910, Gibran estudou e trabalhou em Paris. Conheceu, inclusive, o artista Auguste Rodin. Em 1910, uma de suas telas é escolhida para a Exposição de Belas Artes. Foi nesse período também que o autor escreveu algumas de suas obras, como “A Música”, de 1905; “As Ninfas do Vale”, de 1906 e “Espíritos Rebeldes”, de 1908, escritos em árabe.
 Posteriormente, foram escritos: “Asas Partidas”, de 1912; “Uma Lágrima e um Sorriso”, de 1914; “A Procissão”, de 1919 e “Temporais”, de 1920.
 Mas, a partir de 1918, Gibran passa a escrever mais em inglês, escrevendo mais alguns livros nessa língua: “O Louco”, de 1918; “O Precursor”, de 1920; “O Profeta”, de 1923; “Areia e Espuma”, de 1927; “Jesus, o Filho do Homem”, de 1928 e “Os Deuses da Terra”, de 1931.
 Apesar da dedicação aos livros, Gibran não deixou de lado o desenho e a pintura. Todos os seus livros escritos em inglês foram ilustrados pelo autor e seus quadros foram expostos em Boston e Nova York.
 O escritor e pintor faleceu em 1931, em Nova York, após uma crise pulmonar.

 Os livros “O errante”, O jardim secreto do Profeta” e “Curiosidades e Belezas” foram lançados após a sua morte.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Palavras e Silêncios



Há algumas coisas que são demais para serem descritas por palavras.
 É necessário admirá-las em silêncio e contemplação para apreciá-las em toda sua plenitude. É necessário tão poucas palavras para exprimir a sua essência. As grandes falas servem, freqüentemente, só para confundir ou doutrinar. O silêncio, freqüentemente, é mais esclarecedor que um fluxo de palavras.
 De fato, palavras devem ser embalagem dos pensamentos. Não adianta fazer discursos muitos longos para expressar os sentimentos de seu coração. Um olhar conta um pouco mais que uma carreira de palavras. Acredito que a natureza, em sua grande sabedoria nos deu apenas uma língua e dois ouvidos  para que ouçamos mais e falemos menos. Se uma fala não é mais bonita do que o silêncio, então é preferível não dizer nada. Esta é uma grande verdade sobre a qual os grandes líderes deste mundo deveriam meditar um pouco. Quanto mais o coração é grande e generoso menos palavras são usadas. É necessário se lembrar do provérbio dos filósofos:
"As verdadeiras palavras nem sempre são bonitas, mas, as palavras
bonitas nem sempre são Verdades"
É característica das grandes mentes fazer com que em poucas palavras muitas coisas sejam ouvidas. As mentes pequenas, acham que têm a concessão de falar, e não dizer nada. Falam bobagens, mas, há aqueles que sabem o que escutar para colher e reter. Só duas palavras são necessárias dizer
“Que eu gosto de você”
Todas as outras palavras que poderiam ser ditas são supérfluas...
“Sim” e “Não”
São as palavras mais curtas e fáceis de serem ditas, mas, são aquelas que trazem as mais pesadas conseqüências. São necessários apenas dois anos para que o ser humano aprenda a falar e toda uma vida para que ele aprenda a ficar em silêncio. Ser comedido nas palavras não é um defeito, mas, prova profunda de sabedoria. Aquele que fala muito quase nunca tem sucesso para organizar as coisas. Tende antes a confundir.





Florian BernardTous droits reserves – 2005



ESPERE PELO FINAL...



Quando eu era pequena, minha mãe costurava muito.
Eu me sentava no chão, brincando perto dela, e sempre lhe perguntava o que ela estava fazendo.
Ela respondia que estava bordando.
Todo dia era a mesma pergunta e a mesma resposta.
Observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada, e repetia:
- Mãe, o que a senhora está fazendo?
Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso.
Era um amontoado de nós e fios de cores diferentes, compridos,curtos, uns grossos e outros finos.Eu não entendia nada.
Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente me explicava:
- Filha, saia um pouco para brincar e, quando terminar meu trabalho,eu chamo você, coloco-a sentada ao meu lado e deixarei que veja o trabalho da minha posição, está bem?
Mas, com toda aquela curiosidade infantil, eu continuava a me perguntar lá de baixo:
"Por que ela usa alguns fios de cores escuras e outros claros?
Por que eles me parecem tão desordenados e embaraçados?
Por que estavam cheios de pontas e nós? Por que não tinham ainda uma forma definida? Por que demorava tanto para fazer aquilo?"
Bem mais tarde, quando eu estava brincando no jardim, ela me chamou:
- Filha, venha aqui e sente-se ao meu lado; quero lhe mostrar uma coisa.
É claro que fui correndo, louca pra ver a sua "obra" acabada.
Eu sentei ao lado dela e me surpreendi ao ver o bordado.
Não podia acreditar!
Lá de baixo parecia tão confuso e, agora, vendo de cima, vi uma paisagem maravilhosa!
Como podia ser?
Então, minha mãe me disse:
- Filha, vendo de baixo, tudo parecia confuso e desordenado porque você não via que na parte de cima havia um belo desenho.
Mas, agora, olhando o bordado da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo...
Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito:
- Pai, o que estás fazendo?
Ele parece responder:- Estou bordando a sua vida, filha.
E eu continuo perguntando:
- Mas está tudo tão confuso, Pai, ... Há muitos nós,fatos  que não terminam e coisas boas que passam rápido.
Os fios são escuros... Por que não são mais brilhantes?
O Pai parece me dizer:- Minha filha, ocupe-se com seu trabalho, descontraia-se,confie em Mim, e Eu farei bem o meu trabalho. Um dia, colocarei você
em meu colo e, então, você vai ver o plano da sua vida da minha posição!
Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas.
É que estamos vendo o avesso da vida.

Do outro lado, DEUS está bordando...




quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Ser Forte...

   

Ser forte é amar alguém em silêncio.
Ser forte é irradiar felicidade quando se esta infeliz.
Ser forte é  perdoar alguém que não merece perdão.
Ser forte é esperar quando não se acredita no retorno.
Ser forte é manter-se calmo no momento de desespero.
Ser forte é demonstrar alegria quando não se sente.
Ser forte é sorrir quando se deseja chorar.
Ser forte é fazer alguém feliz quando se tem o coração em pedaços.
Ser forte é calar quando o ideal seria gritar à todos a sua angústia.
Ser forte é consolar quando se precisa de consolo.
Ser forte é ter fé quando já está difícil crer.
Por isso,  e por mais difícil que a vida possa parecer:

Ame-a e seja FORTE!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

"Filhos são como navios"


Ao olhar um navio no porto, imaginamos que esteja em seu lugar seguro, protegido por uma forte âncora. Entretanto, sabemos que ele ali está em preparação, em abastecimento e em provisão para se lançar ao mar, ao destino para o qual foi criado, indo ao encontro das próprias aventuras e riscos.
Dependendo do que a força da natureza lhes reserva, poderá ter que desviar da rota, traçar outros caminhos ou procurar outros portos.
Certamente, retornará fortalecido pelo aprendizado adquirido, mais enriquecido pelas diferentes culturas percorridas. E, haverá muita gente no porto feliz à sua espera.
Assim, são os filhos. Estes têm nos pais o seu porto seguro até que se tornem independentes. Por mais segurança sentimentos de preservação e de manutenção que possam sentir junto aos seus pais, eles nasceram para singrar os mares da vida, correr seus próprios riscos e viver suas próprias aventuras. Certo que levarão consigo os exemplos de seus genitores e, também, os conhecimentos que adquiriram na escola,nas faculdades, mas, a principal provisão é a capacidade de ser feliz que estará no interior de cada um.
Sabemos, no entanto, que não existe felicidade pronta, algo que se guarda num esconderijo para ser doada e transmitida a alguém.
O lugar mais seguro que o navio pode estar é o porto. Mas, ele não foi feito para permanecer ali. Os pais pensam que são o porto seguro dos filhos, entretanto, não podem se esquecer do dever de prepará-los para navegar mar adentro e encontrarem os seus próprios lugares, onde se sintam seguros certos de que deverão ser, em outro tempo, este porto seguro para outras pessoas.
Ninguém pode traçar o destino dos filhos, mas, deve estar consciente de que na bagagem devem levar valores herdados como: humildade, humanidade, honestidade, disciplina, gratidão e generosidade.
Filhos nascem dos pais, mas, devem se tornar cidadãos do mundo. Os pais podem querer o sorriso dos filhos, mas, não podem sorrir por eles. Podem desejar e contribuir para a felicidade dos filhos, mas, não podem ser felizes por eles.
A felicidade consiste em ter um ideal. A buscar e ter a certeza de estar dando passos firmes no caminho da busca.  Devem seguir de onde os seus genitores chegaram, de seu porto, e, como os navios, partirem para as próprias conquistas e aventuras. Mas, para isso, precisam ser preparados e amados, na certeza de que:

Quem ama educa e, como é difícil soltar as amarras!

Uma carta especial...



Quem sabe pedir está pronto para conseguir!
Escreva uma carta para Deus , colocando nela tudo que você gostaria de dizer a alguém, mas,teme não ser compreendido.
Não pare para pensar ...vá descrevendo todos os sentimentos que emergem
do seu coração. Deixe que a ponta do lápis ou caneta corra livremente e não se preocupe com letra caprichada nem com o tipo de papel. Sinta as palavras saindo
do seu peito e não de sua cabeça.
Conte a Ele suas frustrações. Fale sobre seus sonhos e desejos de realização. Coloque tudo escrito no papel , absolutamente tudo que o preocupa e acrescente  " Deixo as soluções por conta dos Seus cuidados" Em seguida , feche os olhos e procure visualizar um pacote nas Mãos de Deus. Sinta que nesse pacote está TUDO que você quer ver solucionado.
Por último, dobre a carta cuidadosamente e guarde-a dentro de um livro que você gosta muito, ou mesmo num lugar que você mesmo queira escolher.
Volte às suas atividades normais e deixe o tempo passar, sem ansiedade e sem pressa.
Desligue sua mente de tudo que o preocupava antes de escrever a carta e mantenha-se confiante.
Passado algum tempo você perceberá, espontaneamente, que toda a situação terá mudado para a forma que você sempre desejou ou até melhor!
Nesse momento volte-se para dentro de si mesmo e diga:
" Obrigado, Senhor, por providenciar este fim"
Fique atento, pois, suavemente, você poderá ouvir:

"Eu que lhe agradeço por ter confiado em Mim "