Eu sou metódica?
SERÁ???...
Gosto
das coisas certas e fico satisfeita
quando todos executam as tarefas com a mesma dedicação com que eu me empenho.
Eu gosto de chegar na hora certa, e
procuro cumprir com todas as minhas obrigações. Será que o meu jeito é o mais
correto?
Talvez não, já que
para muitos, as pessoas que agem assim são tachadas de chatas. O meu jeito pode
ser o menos prejudicial para a sociedade, mas com certeza não agradará a todos,
porque cada um leva a vida a sua maneira.
O jeito é algo que
cada pessoa lida da forma como se sente mais segura e a faz feliz.
Diferentemente do que acontece conosco onde controlamos as nossas emoções, com os
outros há um mundo particular que é
controlado por elas e somente a elas compete qualquer alteração mais
radical no seu modo de vida, portanto, querer mudar o comportamento dos outros
é invadir um espaço privado onde não temos o direito de acesso, nem tão pouco
de implementar mudanças.
Muitas vezes há no
nosso trabalho idéias e posições diferentes que acabam em discussões
desnecessárias. Temos o péssimo hábito de confundir posição por imposição,
palavras totalmente opostas, mas que acabamos por considerá-las sinônimas, e
que na realidade não são. Enquanto a primeira tem a ver com atitude, a segunda
nada mais é do que uma determinação, que dependendo do contexto em que for
empregada, pode até soar como arrogância. Por isso devemos refletir sobre a
enorme diferença que há entre as pessoas e saber tolerar o ponto de vista de
cada uma delas, muito embora não devamos concordar com tudo e nem com todos.
Todos nós em algum
momento já ouvimos falar que: “Nós devemos saber impor”, frase que eu acho
totalmente inadequada, até porque ao impor, nós deixamos de debater e quando
abandonamos o debate, criamos um hiato que distancia o direito de falar do
dever de ouvir. Bater o martelo, dar a última palavra, deve sempre vir
precedido de opiniões. Saber escutar é um ato de respeito para com o colega de
trabalho, amigo ou familiar, ato que muitas vezes não estamos dispostos a
tê-lo.
Eu cheguei a conclusão
que é muito melhor tentar entender o mundo como ele é, do que tentar
confrontá-lo. Querer criar um mundo a nossa imagem e semelhança é humanamente
impossível devido às diferenças de cada indivíduo. Compreender e tentar aceitar
o mundo tal como ele é não significa concordar com tudo o que acontece de
errado, mas aceitar que há pessoas que pensam diferente de nós e que não farão
as mesmas coisas, do mesmo modo, no mesmo tempo e com a mesma qualidade que
julgamos ser a mais correta.
As pessoas possuem
gostos, jeitos e manias que divergem e quase sempre contrapõem aos nossos,
podendo inclusive nos aborrecer. Saber entender, respeitar e principalmente
aceitar essas diferenças, é mais do que generosidade, é um gesto de amor
àqueles que pensam diferente. Pela grande diversidade de comportamentos e
pensamentos, cada indivíduo acaba interagindo com o meio onde vive à sua
maneira e com certeza será diferente de nós, mesmo que tenhamos alguns pontos
em comum, esse é o preço que pagamos nos relacionamentos interpessoais. Se o
fim justifica os meios, não interessa se você pegou o atalho da direita ou da
esquerda, o importante é chegar. Existe o nosso mundo, o mundo dos outros e o
mundo comum onde todos nós de uma maneira ou de outra temos que conviver,
apesar das diferenças.
"No mundo há muitos
jeitos, qual é o seu, já se perguntou"?

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