segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

"Final de meio férias"

Hoje é o meu último dia de “meio” férias... E, diferentemente do que fiz em outras ocasiões, desta vez decidi fazer um balanço geral deste período de descanso. Então vamos lá! Este ano, resolvi suspender todos os compromissos e horários a cumprir para simplesmente tirar férias. Já que tinha suspendido o trabalho formal, parei também com os exercícios. Por alguns bons dias pude acordar na hora em que o olho abria. Alguém se permite esse privilégio, ainda que por alguns dias? Se engordei? Acredito que sim; não sei ao certo, porque suspendi as subidas na balança! E, no embalo, suspendi também a dieta. Estava cansada de comer de acordo com o relógio, respeitando apenas a minha biologia. Dispensei a empregada nestes seis últimos dias apenas para ter a minha casa só para mim. Por que não? Eu amo a minha empregada! Ela está comigo há quase vinte e oito anos... Mas eu gostaria de ser a única dona do meu lar por oito dias inteiros, além dos finais de semana. Aproveitando o ensejo, fiz depilação no início das férias e prometi a mim mesma que só voltaria àquele suplício em seu final. E assim fiz. Eu não queria cumprir horários alheios; apenas os meus. E sempre que queremos alguma hora no salão ou em qualquer outro lugar, temos que ceder à agenda de outrem. Diminuí pela metade o número de vezes em que passo creme no rosto, no corpo, nos cotovelos, nos joelhos, na área dos olhos e nos calcanhares… Isso me deu bastante tempo para ficar livre. Os cabelos não viram secador uma vez sequer. Deixei-os ao natural, livres também, para se comportarem como quisessem. E, quando me contrariavam, eu simplesmente os prendia. Pronto! Eu continuava tendo o domínio sobre eles, ainda que tivesse lhes dado a liberdade da qual eles estavam necessitando. Domínio… essa é a palavra que dita o nosso cotidiano. Estamos sob o domínio de tantas modas, tantas regras, tantos horários que, aos poucos, vamos perdendo a nossa naturalidade. Eu não sou defensora do retorno ao estado de natureza pré-contratualista. Não é isso! A humanidade evoluiu bastante desde então; isso é louvável e nos trouxe certo conforto. No entanto, todos estamos sob o império de regras que, aos poucos, vão se incorporando ao nosso cotidiano nos tomando tempo, paciência e, como eu disse, naturalidade. Isso, a longo prazo, massacra! Por isso, suspendi tudo! E agora, fazendo o balanço geral, descobri que esses foram os dias mais felizes dos últimos doze meses! E o melhor: eu não me transformei em um monstro por ter apenas aberto mão de alguns procedimentos que vinha adotando no automático, como se fosse vital fazê-los. Não é!! A minha pele continuou suportavelmente lisa, mesmo sem depilação. Os meus dentes não caíram porque eu deixei de escová-los milhares de vezes ao dia. Os meus cabelos adquiriram um contorno belo, suave, cheio de si, que deu uma nova vida ao meu rosto. E as calças que não estão mais tão confortáveis assim, voltarão ao seu lugar em breve, eu garanto! Durante o que chamei de período de leveza, ri, me diverti, viajei, encontrei amigos queridos e todos, sem exceção, me disseram que eu estava super bem, radiante, feliz! E era assim mesmo que eu estava me sentindo: plena! É claro que esse abandono das regras não pode durar para sempre pois, além de perder o sabor especial, nos levaria à bancarrota em alguns meses. Mas podemos tirar algumas lições daí. A vida pode ser vivida de forma mais leve, menos regrada e eu farei isso. Começarei diminuindo o tamanho da bolsa. Deixar alguns itens em casa não me deixarão à deriva num mar sem fim. Diminuirei também o número de compromissos com um monte de coisas relativamente inúteis, para guardar mais tempo para coisas que me façam felizes como, por exemplo, escrever! Estes e os meus leitores já se acostumaram a conviver muito mais com a minha alma do que com o resto de mim. E, como eu disse, o resultado das férias nem foi ruim! Portanto, digo e repito: é super importante que momentos de leveza façam parte de nossas vidas. Amanhã volto a trabalhar, a malhar, a cumprir a dieta, a atender os meus clientes e o faço com uma sensação maravilhosa de dever cumprido comigo mesma!

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